Interpretações das realidades possíveis

Interpretações das realidades possíveis

 

Se cabe a cada um de nós a responsabilidade de decidir nossos próprios destinos, a nós também nos cabe o nosso desenvolvimento a esse respeito.

 

O momento de transição em que vivíamos a mudança em 2009 encontra no caminho também outras pessoas que estavam em busca de alternativas à vida que levavam. Numa dessas ocasiões, partimos também em direção do que sinalizava ser um início de uma parceria numa região ainda mais ao sul da qual já estávamos, e que de certa forma trazia uma perspetiva mais promissora em relação à quê já tínhamos. Curiosamente, descobrimos que a pessoa em questão era amiga e conhecida de um amigo nosso da época em que morávamos na ilha, e essa rede de coincidências se acentuava em razão das afinidades que nos traziam estar ali, naquele sítio.

Mas divergia num aspecto essencial: a proprietária disponibilizava o sítio a um grupo de pessoas que tivesse o objetivo de se servir do espaço a projeto piloto à ideia de comunidade autogerida, algo que não chegávamos a ser, como grupo, embora fôssemos uma família integrada por quatro pessoas, dois adultos e duas crianças. Até ali, tínhamos o propósito de alcançar um espaço a fim de se viver mais integrado à natureza da nossa vida. E de certa forma, ali alcançávamos, mas também ali começávamos a perceber que não bastava simplesmente a realização quanto ao espaço, começava a fazer falta um conjunto de relacionamentos que sustentassem o sentido do empreender-se ali, naquele mesmo sítio.

 

De nosso diário de bordo, 22 de novembro de 2015.

Divulgue!

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