Dos capitães de areia

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Dos capitães de areia

10/04/2016 Nau - A Jornada 0

capites-da-areia-jorge-amadoVoltei em vinte anos no tempo quando percebi aquele mesmo evento que fora um dia vivido pela ideia da amizade que se lê em “Os Capitães da Areia”, de Jorge Amado. Mas ao em vez da praia, da areia e do mar, que é cenário, indo muito além do tempo, agora é um bar. Vinte anos se passam, e o evento à mesa se deve àquela sensação de que com certas pessoas é como se o tempo não passasse. A amizade permanece, embora nem todos desses vinte anos houvéssemos convivido.

E ainda que nesse meio tempo não se soubesse em que direção se seguia, ao menos se alcançava algum conhecimento das referências então cada vez mais estratégicas quando das mudanças de curso, período essencial em nossa navegação pelas grandes transformações dos séculos.

Assim, nada se compara ao que vivenciamos hoje, porque apesar da memória trazer o mesmo rosto de vinte anos antes, o tempo, aos capitães de areia, já é outro: ancoramos em algum porto desconhecido, depois de dias à deriva em mar aberto; o meu sentimento à mão da escrita é que tudo se dê claro em alguma forma descrita: algum nome, um lugar para terra-firme, ainda que assim estrangeira, melhor do que à deriva em vasto oceano.

A cada tempo uma referência distinta.

De nosso diário de bordo, 10 de abril de 2016

Gi Nascimento

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