O que muitas vezes se revela é invisível aos olhos

O que muitas vezes se revela é invisível aos olhos

a cada passagem um evento

Notas de nosso diário de bordo, 05 de abril de 2017

O melhor dos ventos as velas tecem sobre as águas do mar, algo invisível a se narrar por metáforas, interpretações sutis de estados de espíritos que os momentos trazem à consciência da gente.

Por muito tempo lancei mar notas de eventos que se passam e que cabem na nossa história uma intenção. Uso, portanto, metáforas para compor com os navegadores da nau uma realidade objetiva de chegada a porto seguro a todos que nos acompanham. Daí nasce o sentimento de comunidade, e desse sentimento a ideia de sermos um todo sutil.

Já são mais de oito anos... desde que partimos e de que deixamos para trás a ideia de que não tínhamos futuro.

Acerca da gente, outros eventos que nos somam a aprendizados que permanecem como lições de vida. Poderia contar centenas deles e entre os mesmos destacar a partida de Filho de Pedro a mares estrangeiros, os avanços das inteligências artificiais e associação delas a seres humanos. É um cenário de ficção científica?

Penso que o respeito à dignidade da pessoa comece pelo respeito ao seu pensamento, pois todos sabem da natureza de que falam tanto quanto reconhecem a natureza de que são.

Quando estivemos na Ilha, isso faz pouco tempo, encontramos nas águas de suas praias uma calmaria incomum àquelas terras. É provável que tenhamos encontrado pelo caminho pessoas de boa paz que nos receberam e isso tenha contribuído com o resultado de nossa passagem.

Ao porto da família B, por exemplo, fizemos nosso registro de embarcados e de encaminhados a um destino navegador de si.

Por outro lado, nas últimas semanas muito se aprende com toda dinâmica de comportamento humano. O aprendizado é algo fundamental nessa linha de raciocínio e vem acrescentando maior experiência de vida pelo caminho.

Venho folheando o calendário maia, discutindo comigo essa transformação dos eventos que vivemos, e tirando algum entendimento acerca dessas experiências, e registrando em nosso diário de bordo, a bem mais de três anos.

E onde estamos?

Falei ao mestre de B de nos propormos a alinhar as diversas coordenadas a um plano comum de navegação estável dentro das sociedades assim organizadas. De lá pra cá pouco parece ter mudado a condição geral dos eventos, embora o cenário talvez nos seja desfavorável, porque há quem avance a passos largos.

Não por acaso nos últimos meses tivemos cautela e pouco conteúdo nas comunicações. Basta lembrar da passagem em que sobravam tubarões nas águas, e que ainda estão na rede promovendo seus desenganos.

Para todos os efeitos, não se desvincula a vida no mar a do além-mar, e a prudência em ambas não é demais.

Quando uma porta se fecha, outras abrem e novos traçados se fazem necessários no mapa. É essa a linha da transição da qual devemos ter uma maior consciência a respeito, já que a relação com o tempo é a cada qual interna e está sob domínio de nossas ações sobre as sociedades.

O tempo é regulado pelo primeiro dia do mês romano, calendarium, e que significa: " livro de registro " (do latim), sendo um sistema para contagem e agrupamento de dias relacionado às sociedades que dele se beneficiam para desenvolvimento de suas relações. Nesse artifício, como navegador, procurei as coordenadas corretas e os meios cabíveis para se pôr a nau em movimento. Seguimos um ritmo à autonomia e à independência embora o mar não está pra peixe e pouco pareça promissor o que se avizinha no horizonte.

Além disso, há essa natureza de urano encerrando ciclos com as grandes transformações que já anunciaram nosso próprio tempo, "o que faz de qualquer pessoa consciente da interpretação dos fatos da vida a se chegar a outros significados para além daqueles que representam em si".

É o invisível aos olhos alcançando alguma revelação.

De nosso diário de bordo, 05 de abril de 2017.

Gi Nascimento

 

 

 

 

Divulgue!

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