Os desafios do caminho

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Os desafios do caminho

23/04/2017 Mapa de instrução 0

Os desafios do caminho

Essa postagem traz informações a respeito dos desafios encontrados dentro e fora da rede de comunicação via internet, aponta a natureza de campanhas de mídia digital por demandas condicionadas a pesquisas de dados dissimulados por avatares digitais, e demonstra a engenharia reversa que existe na derrocada das instituições humanas, a prejuízo da dignidade e da vida, subtraindo das pessoas a liberdade e o pensamento.

São aprendizados contidos em experiências as decisões tomadas diante da perspectiva construtiva da vida, sem a qual não se vê amanhã e nem haverá forma alguma que venha a ter sentido de existência.

Tempo e disposição

Observo os eventos históricos com uma honesta ideia de que há entre fatos e planos constituídos uma relação direta entre eventos decisivos escamoteados por uma oportuna cortina de informações a desvio do foco da opinião pública. A arbitrariedade no plano de desfechos que formam os noticiários recentes de modo concomitante a fatos externos à política nacional brasileira reflete uma "sincronia" de informações pouco comum e muito sistemática a desviar a preocupação do público, tanto na mídia digital quanto nas redes programadoras de televisão.

Quanto maior impacto do fato, maior volume de notícias impactantes a produzir eventos.

O desafio de se preservar em seu caminho com alguma postura crítica e consciente do que o abarca é, primeiro, a disposição de tempo em que vamos operar, principalmente a entender como campanhas dirigidas à mídia digital se ocupam em extrair recursos das informações que hábitos de consumo, conduta conduzida, refletem nas referências que levam a avatares digitais.

Aqueles que estudaram por caminhos como os nossos sabem como se  produz uma campanha em mídia digital: se traça um perfil de seu cliente médio em razão de suas necessidades emocionais, psicológicas e física-biológicas para se ter o campo da demanda e os meios de seu atendimento, dos quais se presta serviço. É a prática de origem de marketing e propaganda.

Contudo, se aplicarmos a noção de uma engenharia reversa a produção de serviços e de consumo entenderemos com alguma facilidade o condicionamento das pessoas à sujeição de uma autoridade e a uma desapropriação de um pensamento genuinamente humano.

Muito além de analisar estruturas comportamentais em curvas de tendências e de demandas, o que se observa é uma "extração" de informações do desenvolvimento humano e de seu direcionamento, não voltado a sua transcendência, mas voltado à sujeição dos fatos que são realmente ligados a formas de consumo.

O tempo é uma relação de sequência decisiva de fatos que demandam comportamentos específicos.

Desde década de 1990 o que se diz acima é de algum conhecimento mais amplo à experiência de vida de quem cresceu datilografando em máquina de escrever e acordou pensando em e-book levado a público por mídia digital.

No ano de 1999 havia uma percepção de transição à virada do milênio que viria a ocorrer em 2001 com a queda das Torres Gêmeas.

Nos anos de 1980 éramos em grande número um único público sob uma hegemonia cultural ditada pelas emissoras de TV, onipresentes em todo território nacional. Em 1989, a queda do Muro de Berlim deu esperanças a um mundo sem fronteiras e ao projeto de blocos econômicos e pensamento global.

A revolução digital veio com a popularização de computadores pessoais, benefício de um mercado de recursos internacionais visto às distintas tecnologias envolvidas no processo.

Viramos a primeira década do século XXI à sombra da crise financeira internacional de 2009, sendo outro fato marcante na historiografia das nações depois da queda de 11 de setembro de 2001. E hoje caminhamos a presenciar ainda eventos que já repercutem pelos próximos séculos.

Qual é a importância do seu conhecimento em tudo isso?

Esse conhecimento de vida é crucial em razão que é sua disposição de tempo e da dedicação de seus esforços a futuros possíveis.

O que se apresenta na atmosfera daqueles que navegam é uma terrível tempestade sobre o mar em qualquer direção que se olhe.

Os despreparados têm ideia do que ser feito? Ou serão eles aqueles que se tornam conscientes de que toda alternativa de visão foi levada para bem longe do que antes, a eles, ainda era possível?

Quando muito novo eu pouco entendia, das pessoas, os seus gestos genuinamente humanos advindos apenas em circunstâncias extremas, de grande disposição à esperança, e à força de evento tanto de fé quanto de coragem.

Por outro lado, se aprende a experiência de um caminho que liberta sendo uma contínua expressão de um desenvolvimento com começo, meio e fim.

Aqui cabe uma história.

Homeless - os "sem lar"

Vivemos sob o abrigo de ideais e de ideias.

Em qualquer nível de sistema estão aqueles que vivem, em seu propósito, o serviço à causa maior do que é apenas em si toda importância, desdobramento de decisões de vidas.

Os que estão à parte de qualquer sistema que organiza a realidade da sociedade como a conhecemos, são os "homeless", os sem-teto dos quais o sentido de "abrigo" tem outro significado de existência.

Das intempéries físicas a espécie humana já aprendeu a se proteger há milhares de anos.

E haveria de ser essa proteção de uma natureza de vida bastante simples no que cabe a conceber uma maneira de existir, mas... é na complexidade das relações humanas que nasce a sociedade, e com a sociedade a consciência de poder, de ser um responsável em relação à parte que se consubstancia em respostas para seus próprios meios de vida.

Os "sem lar" são os que tiveram seus meios reduzidos a pouca alternativa ou mesmo a nenhuma. Começam a perder seus sonhos e esperanças, suas possibilidades de caminhos diferentes a fim de serem assujeitados a toda e qualquer força alheia, sem valor próprio ou sentido de propósito.

E a virada do milênio teve essa tomada de consciência. A necessidade de um rumo.

No mundo digital existem práticas sistemáticas de exploração das ideias de um público, muitas das vezes, inocente de que é manipulado a fornecer dados de consumo e de seus hábitos culturais.

Nesse princípio de trabalho o público é levado a acreditar em sua própria miragem.

A navegação daqueles que estão a mar aberto em "homeless" ocorre por instrumentos comprometidos, sem que tenham fidelidade técnica dos resultados obtidos por serem resultados extraídos de motivações práticas de vida que favorece quem dessa ordem de fatos se beneficia, e que são alguns poucos casos de sucesso ao custo da manutenção de economia de atenção de muitos de seu público diverso, tratando-se de um público conduzido.

Os "homeless" não são necessariamente aqueles "sem-teto" que não possuem um abrigo físico, mas são, em conceito, aqueles que não tem esse outro nível de abrigo a si e a sua existência quando ainda desprovida de sentido.

As instituições públicas

Para que pese o bem da sociedade através de suas instituições públicas que também o dirigem em favor às sociedades deste século XXI, tem-se aqui que a natureza humana existe na acepção mais sofisticada de sua realização.

Da incapacidade estatal que hoje decorre de políticas que perpetuam o pior quadro geopolítico possível à barbárie, abrem-se oportunidades a outros modos de organização que objetivam soluções às demandas necessárias, levando-se em consideração que a ausência do Estado representa a falência das instituições públicas em seu principal ativo, o ser humano.

A humanidade está relacionada a uma linha de decisões que se exercita, partindo-se para condutas humanas revestidas de legalidades quando incorporados ao Estado em sua organização de processos de assistência e de transformação de seus meios.

O Estado que não transforma seus meios é um status quo de relações submetidas a um mesmo quadro geral de sujeições. Está desprovido de sua finalidade técnica e ocorre em prejuízo a toda sociedade que simplesmente o transcende, independente da massa de vontade de alguns poucos.

O Estado, a bem de sua finalidade social, existe a futuro daqueles que das sociedades participam na acepção de cidadania e à boa vontade de um melhor por vir. Ao que tiram das pessoas a visão de um amanhã melhor, roubando delas esperanças e sonhos, roubam a dignidade e as sujeitam a um fatalismo existencial comparável à sujeição de escravos frente a entes totalitários que, não por acaso, pouco se importam com a vida, com o respeito à pessoa e à sua integridade existencial, ou com o resultado dos esforços que compõem as existências delas como sociedades organizadas.

Os direitos das organizações que compreendem as sociedades civis são fundamentalmente ligados aos direitos civis destas sociedades. E o que se observa é um ataque à estabilidade das nações já que são essas intencionalmente atingidas em suas estruturas de funcionamento ligadas à legitimidade, à independência e à autonomia de todas suas instituições.

Uma visão é uma imagem motivadora.

De nosso diário de bordo, 23 de abril de 2017.

Gi Nascimento.

 

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