Em caminhadas não se tomam desvios

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Em caminhadas não se tomam desvios

23/05/2017 Cartas Náuticas EM CURSO Mapa de instrução 0

Tenha claro quais acordos se selam ou são selados, porque assim se observa melhor os dias em que se navega com a passagem do tempo nesse espaço que são os combinados e nos quais nos encontramos com nossas iniciativas em relação a todas as demais"

Capitão J. da nau

O post Ação - Essência de toda iniciativa! com que se abre a página do institutoshoin.com.br representa o resultado de um processo de busca que vem ocorrendo comigo nos últimos anos. Nele, faço uso de um amplo recurso de comunicação digital, priorizando o fundamental para toda iniciativa: o poder de tomar as iniciativas com as próprias mãos, determinando as direções e os sentidos que cabem a qualquer navegador, como aqui assino, ainda que muitas vezes vivendo esse estado navegação de modo solitário em um oceano vasto.

Existe uma progressão de fatos que se delibera a um desenvolvimento pessoal intransferível de conhecimento em cada tomada de decisão. É disso que o Capitão J. nos lembra ao que éramos náufragos no ano de 2000 d.C.

Datas, que até então, não representavam mais do que folhas arrancadas do calendário à parede da cabine enquanto aquela velha embarcação em que vivíamos não ia à pique: nosso pesadelo de todo dia em razão da necessidade de ir a mar aberto rumo à maturidade.

Selou nosso destino a inquietação de presenciarmos fatos históricos e nos darmos conta que vivíamos momentos únicos como homens de pouca fé, ou sem fé alguma, como alguns de nós se pronunciou à mesa de sinuca naquele fim de tarde da queda das Torres Gêmeas, em que "Sobre o tecido verde da mesa de bilhar, os argumentos e hipóteses que sustentávamos iam de um canto a outro em conjecturas do que de alguma forma sabíamos como um momento único: a dimensão de história em que vivíamos; o mirar o enredo que se desenvolve e saber em que direção flui". Desse porto seguro, saiba mais, clique aqui !

Quem tínhamos por referências?

Éramos quatro amigos em torno de eventos que tomavam nossos pensamentos, exigindo respostas que nenhum de nós tínhamos. Ironizávamos: "os quatro cavaleiros do apocalipse!" ali reunidos.

Daí a "embarcação à pique". Por isso, em nada se teve a lamentar quando nos tornamos náufragos e nos separamos em direções opostas.

Capitão J. se perdeu em um longo e temerário percurso a interior do Brasil. Aleph rumou ao norte, de onde não se soube mais dele uma notícia que houvesse e Sig foi ao sul, onde se casou. Diante do mar a leste, eu fiquei.

Eu não soube o sentido de se navegar a terras distantes. Aliás, nem havia mais uma embarcação, e, não mais tendo ao quê recorrer, fiquei.

A ilha em que naufragamos era agradável, os habitantes hospitaleiros, nada tinha de errado em viver em uma cabana no meio da mata atlântica com uma cachoeira não muito distante do quintal. Amava de paixão a vista da janela de minha casa em dias frios e enevoados; névoas que cobriam, abaixo e ao pé do morro, a cidade, levando-me assim a viver, - e a crer, (ainda que de modo ilusório), na existência da paz, bem a mim tão necessário.

Por outro lado a solidão costurava a sensação soturna de deixar escapar entre os dedos algo por demais precioso.

E isso foi me inquietando.

Precisava de uma nova direção.

De nosso diário de bordo, 23 de maio de 2017

Gi Nascimento.

 

 

 

 

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