Underground bar by GIq

Underground bar by GIq

Seu nickname "Anacreonte" veio em referência ao poeta lírico grego do século VI a.C., tema de estudos das aulas de Grego, disciplina do curso de Letras Alemão do qual era acadêmico. Anacreonte o tomou por nome e foi além, deu-se a si um sobrenome "Von GIq", sendo "Von", na língua alemã, uma preposição que indica origem ou filiação "de"; e "GIq" as iniciais da ideia de família da qual ele se orgulhava em fazer parte, tornando-se Anacreonte Von GIq.

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Anacreonte Von GIq vivia num apartamento no bairro da Trindade, na Ilha de Florianópolis, local em que começavam muitas das festas que fazíamos, sendo lugar que também inspirou a compor o cenário da vida de Jack & Janis, embora, na vida real, "Jack" não fosse Anacreonte e "Janes" estivesse quase sempre sem "casa", residindo algumas vezes por ali.

Confira o release da publicação "Cartilha de Jack e Janis - Uma sátira da vida conjugal moderna", na época de seu lançamento, clicando AQUI

A personalidade de Anacreonte parece ter servido de inspiração à criação do personagem do gigante "Rúbeo Hagrid", do filme de Harry Potter, embora o porte físico de Anacreonte fosse de uma menor estatura em relação ao "Hagrid", o gigante, permanece entre ambos a quase caricata e longa barba além da imensa cabeleira. O que fica aparente é um aspecto bonachão que se acentua pela admiração de Anacreonte pelos escritos de Charles Bukowski, do qual ele é fã, produzindo traduções das edições americanas por sua Espectro Editora.

Na convivência acadêmica ou na vida boêmia, Anacreonte se fazia presente de um mesmo jeito - algo que faz recordar a figura do narrador em alguns dos episódios de Cartilha de Jack & Janis, sendo alguém hipotético que tenta, durante toda narrativa e de modo insistente, dialogar com Jack, quase sempre nas situações em que Janes e Jack acabavam mal. Talvez, Anacreonte tenha servido de referência nesse sentido de experiência que fala mais alto, - não que pessoalmente Anacreonte se importasse com Jack, mero personagem ao narrador que teve seus momentos de "bom samaritano", mas era mais provável que se sentisse satisfeito com a oportunidade de esculachar Jack, algo que se repetia, seguido de certo escárnio quanto àquela relação conjugal que beirava a falta de amor próprio.

Era no bar do Frank na Lagoa da Conceição que as mazelas da vida ganhavam contornos de episódios literários com efeitos tragicômicas que ali se encontravam. Boa parte dos anos da década de 1990 a vida noturna da cidade passou pelo Boulevard da Lagoa, começando pelos shows memoráveis de bandas famosas, entre elas "Paralamas do Sucesso" no Lagoa Iate Clube, a passar por casas de shows de bandas locais que tocavam em pequenos espaços para um público sempre eclético, punk rock, forró, surf music, blues, jazz acústico, vocal, e jazz band no Canto dos Araças, ou mesmo rodas de violão junto às águas da Lagoa, sentados em bancos improvisados ou cadeiras de praia, mas inevitavelmente todos se encontravam ao fim da noite no bar do Frank.

  • O ROCK UNDERGROUND EM FLORIANÓPOLIS - saiba mais sobre o contexto histórico clicando AQUI! (Muito interessante os depoimentos da parte histórica que diz respeito ao "bar do Frank")

O GIq se formou a partir desse ponto em comum que existia entre os frequentadores do bar, a noite, por pior ou melhor que fosse, encontrava algum sentido metafísico na arte de se sentar à mesa do bar do Frank e acompanhar o dia raiar à espera do primeiro ônibus que nos levaria de volta pra casa.

Histórias daí surgiam. E alguns de nós as escrevíamos.

  • Não deixe de ler "Cartilha de Jack & Janes - Uma sátira da vida conjugal moderna", de minha autoria e que você pode adquirir, com dedicatória, enviando-me e-mail de contato para ginascimento@institutoshoin.com.br ou, se preferir, inscreva seu e-mail no campo abaixo que retornamos o contato, e de presente, você já recebe nosso e-book exclusivo "Somos Líderes - Nau - De nosso diário de bordo" - ao fim da inscrição !

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Navegação histórica – início da rede

Comportamento e cultura na década de 1990

Nas últimas semanas a natureza dos eventos políticos vem exigindo uma análise mais demorada sobre o que é uma progressão de fatos no cotidiano de uma sociedade pós-moderna. Por sinal, esse tema da pós-modernidade no mundo acadêmico da UFSC, principalmente em meados da década de 1990 em diante, estava muito presente nas rodas de discussão dos alunos. Também, com a proximidade da virada do milênio, se dizia do risco (que se mostrou lendário) do "bug" que haveria de paralisar todos os computadores da rede quando ocorresse a virada do ano de 1999 ao ano de 2000.

Além disso, era permanente a busca por sentidos em nossas inquietações particulares, aquelas que nos levavam à evidência de que não estávamos sozinhos em nossos devaneios. Por testemunho, cito a mudança que vi ocorrer quando uma pessoa assume uma nova identidade trocando apenas o nome com que é chamado.

No alfabeto hebraico, aleph é representado com o desenho de um touro.

Nos idiomas semíticos (hebraico, fenício, aramaico, siríaco e árabe), aleph é o nome dado a primeira letra do alfabeto, nome que, não me parecendo ter sido por acaso, foi também título de uma reunião de 17 contos do escritor argentino muito admirado pelos acadêmicos do curso de Letras: Jorge Luis Borges (1899 – 1986), autor de "O Aleph".

"Aleph", portanto, de letra de alfabeto, passa a ser personagem que de maneira muito repentina assume uma forma física ao ponto de dialogar contigo em primeira pessoa, assumindo uma expressão humana. E quem o assumiu como personagem se deu tão perfeitamente bem que raros eram os que lembravam quem era ele e o seu verdadeiro nome.

Vivíamos os primeiros anos de funcionamento amplo da comunicação via rede conectada, (CLIQUE AQUI para saber mais) logo, ICQs e "nicksnames" ainda serviam de login em salas de bate-papos virtuais, fóruns e de acesso à rede, como também era presente a ideia de "pessoas que viriam a se tornar obsoletas" em razão de não fazerem elas uso de uma conta de e-mail para se comunicar, o que determinava, de maneira geral, uma necessidade de se "atualizar".

Na rede, Aleph era um programador que, com seu nickname, prestava serviço pela internet na condição de freelancer, enquanto, por outro lado, "O Aleph", de Jorge Luiz Borges, personifica, na literatura, a natureza metafísica em que a existência humana não se limita a narrativas épicas das grandes tradições religiosas, mas adquire um corpo místico, de uma subjetividade amparada pela interpretação dos textos, das relações de seus significados como traçados dentro de um espaço plano que tudo aceita como escrita. No alfabeto hebraico "aleph" tem relação com a representação de vitalidade, de ascensão, sendo um símbolo de natureza mítico-religiosa visualizado como um touro, não apenas aquele que está Wall-Street como representação física da “força”, do “poder” e da “liderança” desafiado pela menina desde 28 de março de 2017, mas como muitos outros assentados em espaços do pensamento humano.

De modo geral, somos uma geração que nasce em momentos históricos noticiados por ondas de rádio AM/FM, por meio de imagens em preto e branco de TVs com tubos que irradiavam chuviscos ao fim da programação diurna das emissoras de Televisão (raras a contar nos dedos entre um canal e outro). Músicas estavam em LPs e no giro do disco da vitrola, e além disso, usávamos fitas k7s para gravar e regravar "as mais pedidas" que ouvíamos nas estações de rádio. De um ponto a outro, saímos das décadas de 1960 e 1970 com a ideia de existirem máquinas de escrever, que datava do início do século, a chegar ao aparelhos de mídia feitos em larga escala que abarcavam toda experiência de produto cultural que havíamos tido até então. Era um feito completo.

Em 1994 cheguei a ter de segunda mão um "Personal Computer" com processador 386, já defasado em relação ao "Pentium" com processador 486 "de última geração" para a época. Diante do monitor oscilante e da rede discada com uma sequência sonora de chiados, de interferências e som de discagem, lembro de ter ficado 3 a 4 anos com o mesmo aparelho de computador, trocando peças quando necessário, e expandindo, quando possível, a memória do disco rígido. Sobretudo, escrevia romances como livros que viriam a ser publicados pela web de 1999 em diante, isso porque, como um grupo de amigos escritores, nós tínhamos planos de criação de uma editora com páginas em formato de blogs.

Finalmente, saltamos das mensagens de textos instantâneas enviadas através de dados processados por computadores pessoais para aparelhos de smartphones que basicamente possuem todas as experiências acima, cabendo no bolso do viajante.

E assim a experiência acerca da autonomia que se alcança com a tecnologia já estava engendrada logo nos primeiros anos da década de 1990, mas quando há a febre de blogs na rede, por volta dos fins dos anos 90, a ideia ganha maior fôlego pela perspectiva de autonomia financeira pela comunicação via a internet, embora, na prática, apenas Aleph, entre nós, vivia realmente de seus serviços via web.

(Saiba um pouco mais sobre a história dos blogs clicando AQUI).

De nosso diário de bordo, 27.05.2017

#navegacaohistorica continua na imagem abaixo, clique e confira!

 

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O cotidiano como reflexo de uma práxis de vanguarda

Todo modo de vida tem um modo de agir, de operar e de decidir o que é próprio à sua realidade

A estética da representação
de "alusões, empresas, et emblemas do Sr. Princípio fabricii de Teramo" sobre a vida, obras de Gregório XIII pontífice, livros VI: Onde, na alegoria do dragão, braços daquele pontífice.// A estética da representação


O estudo da estética como proposta à realização e à compreensão das intenções humanas, centradas elas em seus conhecimentos produtores de significados e de relações de sentidos, se traduz em um cotidiano de um quadro estético onde o campo dos reflexos são sensações quase que instantaneamente assumidas em um novo contorno de experiência individual e coletiva.

 
Ano Novo 2015 1224
Mas por mais que o cotidiano tenha uma leitura subjetiva a partir de quem o leia, o seu conteúdo estético, que é sua forma testificada e cultural, se apresenta pelos objetos das expressões intencionais como partes integrantes do cotidiano e, de forma naturalizada, condicionando as percepções de realidade que se repete [reiterada]. O cotidiano, portanto, é palco de expressões que se materializam a partir da experiência individual e também coletiva como práxis que legiti0aa0036ma relações de poder e de autoridade politizadas em sua função estética de produção de uma dada sensis de realidade. 

Busca-se colaborar a uma rede de aprendizado contínuo capacitada pelo conhecimento que consiste no desenvolvimento da autopercepção de autonomia voluntária aplicada a soluções como cultura de organização.

De nosso diário de bordo, 23 de outubro de 2015

 

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