Dos passos – o planejar e o não ter plano algum

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Dos passos – o planejar e o não ter plano algum

18/09/2016 Nau - A Jornada 0

As ações, das quais temos por certo o destino das suas consequências, são fontes às direções em que nos encaminhamos ao navegarmos por mares incertos. 

Cenários a uma narrativa geopolítica

Durante cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016, em um momento do seu discurso como Presidente do Comitê Organizador Rio-2016 e do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman lembrou a todos a necessidade de uma participação ativa nesse novo mundo integrado à tecnologia digital, tratando-se ela de uma forma de democracia emergente pelos meios digitais existentes nos eventos decisivos e históricos.

Três anos antes, em fevereiro de 2013, a renúncia do então Papa Bento XVI do cargo máximo do Estado Eclesiástico do Vaticano o tornou o primeiro Papa a abdicar do posto mais alto da Igreja Católica Apostólica Romana desde o Papa Gregório XII, em 1415, que o fizera durante a Grande Cisma do Ocidente, e o primeiro a renunciar sem pressão externa desde o papa Celestino V, em 1294.

Os eventos históricos acima são aparentemente desconexos entre si embora se relacionem pela descrição do sistema de datação que geralmente se atribui presente nas Centúrias de Nostradamus, nas quais, através de quadras poéticas, de alegorias e de símbolos, se possibilita um coerente tecido de informações que cobre séculos, tanto do Estado Eclesiástico quanto dos eventos que tomam grandes proporções no imaginário humano e de vida civil.

Quando se dispõe de fontes dessa natureza de conhecimento, não haveria de se perguntar sobre a existência ou não de uma narrativa geopolítica sendo conduzida e orquestrada?

Em 2013 fomos testemunhas dos eventos que levaram ao Trono de Pedro o cardeal Bergoglio, eleito em 13 de março de 2013, no segundo dia do conclave, escolhendo ele o nome de Francisco. Como primeiro jesuíta a ser eleito Papa, primeiro Papa do continente americano, do Hemisfério Sul e o primeiro não europeu investido como bispo de Roma em mais de 1 200 anos, desde Papa Gregório III, (nascido na Síria, governando a Igreja Católica entre 731-741), Papa Francisco se revela um marco significativo de um novo tempo à Igreja Católica, tanto quanto poderia também se dizer da Queda das Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001, como marco histórico no cenário politico, econômico e bélico mundial em razão do inesperado alcance da ação terrorista que se consolidou a partir das impactantes imagens multiplicadas pelos televisores do mundo, pelos quais se assistiu o World Trade Center sendo atingido por aviões.

Outros fatos: Massimo Coppo, raio sobre a basílica de São Pedro

Outras histórias: a renúncia de Bento XVI, motivos; o 11 de setembro, bandeira, e impactos

As interpretações possíveis dos fatos e das relações que os eventos tecem no desenvolver das histórias não poderiam ser desconsideradas a bem das respostas necessárias às demandas de seu próprio tempo.

Desde 2001, compreender a dinâmica global de forças políticas, econômicas e sociais tornou-se um desafio aos analistas de sistemas que até então centravam-se em ideias calcadas na hegemonia do poder cultural e político econômico norte americano.

Em 2008, a confiança no sistema econômico e financeiro global teve seu revés mais drástico, sendo comparado algumas vezes ao Crash da Bolsa de Nova York de 1929, crise iniciada pela especulação imobiliária norte americana sem lastro à liquidez das dívidas hipotecárias.

Nos anos posteriores, fica nítida a derrocada da politica multilateral no cenário internacional, considerando-se a expectativa de, com a "Queda do Império Americano", tender a existirem os vários centros de poder, não mais limitando-se a um eixo leste-oeste polarizado entre Rússia e Estados Unidos. Os Blocos Econômicos, então vistos como soluções a um Mercado Global desde da década de 1990 do século passado, encontram nos últimos tempos a piora das suas instituições diante da ineficácia de suas organizações frente às demandas humanas da atualidade.

Gi Nascimento

De nosso diário de bordo, 18 de setembro de 2016.


Na próxima postagem: Navegar sobre as águas do mar em que há tubarões
Divulgue!

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