A mulher do barro

A mulher do barro

Se do nada partimos, construindo visões de futuro, o quanto dirá aquele que vê possível!

 

De nosso diário de bordo, 12 de outubro de 2018

Gi Nascimento

Estou há poucas semanas em uma nova rota de navegação, aprendendo com esse nosso espaço de diálogo o que dá certo, e desenvolvendo uma história pessoal e humana sobre isso.

Nada avistamos no mar que se descreve acima das ondas para onde quer que lançamos nossa atenção, porque um oceano azul se estende de lado a lado, e parece tanto promissor quanto um pouco assustador.

Lanço, portanto, anotações em “De nosso diário de bordo” na expectativa de ocupar a mente com um contorno de alguma direção consistente, na ponta do lápis.

A realidade nossa, é de muitas realidades possíveis quando tratamos de seres humanos em desenvolvimento de consciência de sua humanidade. O que se diria da palavra que escrevemos sobre uma folha em branco, ou sobre o que testemunhamos em razão do que acreditamos ver, percebendo outras formas de se interpretar a nossa própria realidade, um tanto mutante por dentro do que somos.

Hoje o dia amanheceu agradável no mar, embora continuem nuvens cinzentas agora à nordeste de onde nos localizamos. Aproveito o momento para estudar um tema que me interessa desenvolver: a realidade do barro.

Em artesfatos.com, faço meus estudos sobre temas das áreas de conhecimento em cultura e pesquisa, em especial as de antropologia e as de história, passando pela análise dos povos e de suas formações através do desenvolvimento das tecnologias. 

Muito do que me proponho nesse nova iniciativa tem a ver com um elemento relacionado à terra, que é o barro, e como esse material umedecido se tornou o contorno tanto da metáfora humana de evolução divina quanto da divisa da realidade consciente entre criatura e criação.

  Mas não sabemos quem, quando e em que momento da história da humanidade o ser humano foi capaz de dar forma à matéria, fazendo brotar da terra uma realidade completamente própria de utensílios, de materiais de uso pessoal que estavam ligados muitas vezes ao processo do comer, do se alimentar, como os vasilhames em que se conservavam alimentos por mais tempo, ou que guardavam a água para a bebida, ou que serviam de panelas cerâmicas para cozer o alimento.

De qualquer forma foi um salto.

A importância disso para a história do desenvolvimento humano parece estar no fato de se compreender um meio de transformar a realidade dos fatos até então consubstanciados na provável coleta e caça do alimento dia após dia, sem abrigo das adversidades dos meios.

Depois, algo se transforma, mas não exatamente no que corresponde à matéria do barro transformado, algo mais essencial.

A interpretação é parte inerente em todo momento de transformação humana, porque há sempre “um antes e um depois”.

Enfim, continuo com meus estudos e os nossos estão seguindo em paz, que é algo pelo que todo ano renovamos as nossas intenções.

De nosso diário de bordo, 12 de outubro de 2018

Gi Nascimento

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Gi Nascimento é pseudônimo e avatar de Egídio Mariano do Nascimento, autor de artigos, contos e novela. Formado em Letras pela Universidade Federal de Santa Catarina, é pós-graduado em MBA Planejamento e Gestão Estratégica/UNINTER e em Docência no Ensino Superior/UNIASSELVI, e cursos em Gestão de Pessoas-RH/ Potencialmkt Gestão Empresarial. Desde 2009, desenvolve a experiência de navegação à realização de vida e processo de desenvolvimento humano. Nesse percurso iniciativas de inúmeras pessoas se entrelaçam em busca de alternativas de vivências socioambientais e econômicas. Esse é um relato histórico dessas iniciativas que convergem à nau.

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