Teria que existir um lugar chamado gatolândia para o qual os gatos partissem depois de viverem nessa terra de seres humanos, porque os gatos parecem saber o que é felicidade nas suas vivências muitas vezes simples de seres criados à luz da própria criação. Por quê?

Há uma crise existencial de sentido com a morte de um gato. Essa sentença enigmática em um corpo inanimado, momentos antes habitado por uma força que parece possuir uma personalidade ímpar, em si, divina.

O mundo degenera em uma decadência de sentidos porque o futuro que o sustenta se mostra, de maneira mais transparente, pelos gatos que sabem o que é felicidade simples na harmonia que existe ao fogo de uma lareira e na presença deles, deitados sobre o pelego que se estende próximo ao fogo como uma cama. E a gente sabe o que é felicidade?

Hernesto Crônico, em homenagem.

De nosso diário de bordo, 06 de julho de 2025.

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