S.
Um dos palcos recorrentes em minha grafia literária é a de "scalier", palavra inglesa que hoje em dia é pouco usada e que tem em todas as suas variações, a letra "s" precedendo a todas elas. Para interpretação dela, seu conceito se aproxima à "scaly", que tem a ver com escamas, ou a qualidade de as ter.
O título desse meu romance que começou a ser escrito em 1997 era "Scalier 7" e contava uma história que me veio inspirada pelo filme "O Bolevard do Crime" que se passa em Paris, 1830, - no "Boulevard du Temple", local dos teatros, dos cabarés e da vida boêmia da capital francesa. Naquele ano de 1997, "O Boulevard do Crime" foi eleito o maior filme francês do século XX, em votação que reuniu críticos, cineastas, atores e intelectuais franceses. O filme representa o auge do gênero conhecido como realismo poético. Uma super produção realizada na França ainda sob os efeitos da ocupação nazista.
Em minha história, o que se passava era a ideia de um cubo mágico em que os quatro personagem de Deson entravam pela porta que existia ao fim do Beco, um romance curto anterior.
Dali adentravam por um corredor imerso no escuro até chegarem, em fila indiana, a um primeiro lance de escadas que sobe entre a luz e a escuridão.
Cada qual ocupa uma rotina dentro de um apartamento daqueles que cercam um pátio interno de um velho sobrado de três andares, cujo formato curiosamente podemos dizer que é semelhante ao qual residimos, cada qual em sua realidade própria, ouvindo-se em si mesmo.
Ivan é quem passa por lá, vindo de Deson, depois de horas, ou dias, de caminhadas por uma espessa névoa que o cerca a partir do momento em que deixa a casa de Lorena, não muito antes.
Continue AQUI! e continue a ler "O Beco", do original de um dos primeiros romances que digitei já usando computador.